segunda-feira, 17 de abril de 2017

Um dia destes estava a comentar com uma pessoa próxima o facto de não entender o porquê de não ter assim tanta gente que se ligasse a mim, não que me preocupe muito, mas porque na realidade eu considero-me alguém bastante afável e empática. E chegamos a uma conclusão. Eu sou alegre, sou a maioria das vezes muito bem disposta, (quase) sempre activa, com um sorriso largo e uma risada que se ouve a km de distância. Não me entendam mal, não estou a dizer que sou uma perfeição, aliás pelo contrário, quando estou em dias não, fecho-me, e "fujo" dos problemas e de qualquer tipo de confrontação, tudo que tire a "minha" segurança é terrível, e acreditem, isso prejudica-me imenso. Todas as pessoas que sempre considerei amigas são pessoas de bem com a vida (ou pelo menos demonstram isso, e acho muito bem), e por isso cheguei a outra conclusão: a maioria são infelizes e tristes (eu também algumas vezes como é óbvio). Disseram-me: Marlene, existem muitas pessoas que não sabem lidar com pessoas como tu, porque como elas não conseguem entender como alguém pode ser assim, nem elas são assim, acham naturalmente que a tua maneira de ser é sinónimo de ser falsa. E eu repliquei: Mas se eu não prejudico ninguém, será que tenho de mudar? E nem precisei de resposta. Tenho claro de controlar, e muitas vezes faço-o, porque nem toda a gente tem de "levar" comigo sempre tipo pulga saltitante (mas que em mim é natural), e até porque vou fazer 31 anos sou muito mais madura, mas não vou mudar nada em relação à minha personalidade, porque a maldade está nos olhos de quem vê, e se eu tenho um espírito infantil, vou continuar assim até aos 100 anos, e mal de mim se a vida me tirar isso. Se a vida ficar séria demais (que irá), vou tentar sempre encontrar um ponto para soltar uma gargalhada, nem que seja uma vez no dia. É bem verdade quando se diz que as pessoas não se importam que estejamos bem, que façamos algo bem, mas desde que não sejamos melhores do que elas...e isso é algo que me dá volta ao estômago. É fácil tornar-mo-nos competitivos, porque, se em nossa volta as pessoas são assim, naturalmente tendemos a ripostar, mas eu penso: para quê? Não vale a pena. É perder tempo com mesquinhez.  
Estou aqui com os meus botões e a pensar que o ser humano é um "bicho" complicado. Somos tão complexos, mas a solução é mesmo afastar de pessoas que não nos fazem bem, ou que, não nos trazem nada de bom. Em vez de ajudar, só complicam. Gostava bastante que toda a gente fosse feliz, se sentisse bem consigo própria, assim seriam evitadas muitas situações desagradáveis, porque caramba, com existem seres com natural capacidade para arranjar conflito. 


Paz, muita paz é o que necessitamos, porque na hora da aflição vamos todos precisar uns dos outros. E existem assuntos a nível Mundial bem mais importantes do que estas minhas questões, mas isso era outro assunto, porque na realidade mais parece que estão a jogar ao Monopólio. Mas lá está, tu se resumo a ego e guerras sem fundamento. 


Sem comentários:

Enviar um comentário